20/07/17

Há alguns anos, a geração de energia elétrica a partir de painéis solares parecia uma realidade distante de muitos brasileiros, inviável e complicada. No entanto, a microgeração de energia solar cresceu mais de 300% ao ano desde 2014 no país.

 

Foto-reproduão-Pixabay

 

Os números falam por si só. Em 2013, existiam apenas 59 unidades geradoras conectadas à rede. Em 2016, o salto foi para impressionantes 7.847. E em 2017 o crescimento manteve-se: até o fim do mês de julho desse ano, mais de 12.400 unidades operavam.

Esse incrível crescimento foi estimulado por dois diferentes fatores importantes nos últimos anos: resoluções governamentais que facilitaram o sistema, e o aumento cada vez maior das cobranças nas faturas.

 

Quais são essas resoluções

 

A primeira delas é a nº 482, de 2012, que criou as possibilidades para o sistema se disseminar. Essa resolução permitiu que os geradores particulares, aqueles que transformam a energia solar em elétrica, fossem ligados a rede pública de distribuição.

 

Quando eles geram mais energia do que a quantidade que está sendo consumida naquele momento, esse excedente é automaticamente transmitido à rede pública e gera créditos para o consumidor. Quando for necessário complementar a geração de energia, o consumidor pode utilizar esse excedente que havia gerado e “emprestou” para a concessionária.

 

resolução nº 687/2015, que passou a vigorar em 2016, trouxe ainda mais autonomia e facilidades para o consumidor. Ela trouxe 4 novidades importantes:

 

1 – Prazos ampliados: antes dessa resolução, o prazo para utilizar os créditos de energia com a concessionária de energia era de 3 anos. Depois dela, passou a ser de 5 anos, trazendo mais chances para o consumidor aproveitar o excedente que gerou;

 

2 – Produzir em um local, consumir em outro: é possível abater os créditos da geração de energia em uma outra unidade que não seja aquela que produziu. Desde que ambas as propriedades estejam sobre o mesmo CPF ou CNPJ, a produção de uma pode ser aproveitada por outra;

 

3 – Possibilidade de compartilhar: quando é produzido um excedente, os créditos gerados podem ser compartilhados entre diferentes pessoas físicas (CPF) ou jurídicas (CNPJ). Dessa forma, existe a opção de beneficiar a unidade consumidora de diferentes pessoas, não apenas a própria, desde que ambas sejam vinculadas à mesma concessionária;

 

4 – Instalação para condomínios: depois da resolução, tornou-se possível a instalação dos sistemas de geração em condomínios, para o uso de diferentes unidades consumidores. Além da poder utilizar, os condôminos também podem usufruir dos créditos gerados.

 

Faturas mais caras servem de estímulo para a produção independente

 

Além dos reajustes anuais que as contas de luz sofrem normalmente, desde 2015 a conta tem pesado ainda mais no bolso dos brasileiros. As bandeiras tarifárias têm feito com que os consumidores pagassem à mais para cobrir os gastos das usinas com a geração de energia.

 

Em julho desse ano, a bandeira tarifária foi amarela, deixando a conta ligeiramente mais alta. Já em agosto, a expectativa é que a bandeira seja vermelha, encarecendo a fatura cerca de 5%. Nada bom, não é?

 

Esquema que ajuda a entender as bandeiras tarifárias – Imagem: reprodução / ZAP

 

Como vimos, são vários os incentivos que hoje fazem valer a pena a geração de energia solar. Que tal conhecer um pouco mais sobre todos os benefícios que esse sistema tem a oferecer? Converse com a gente! A Ponto Solar tira suas dúvidas.

 

 

Com informações de CBN, Terra Solar.