03/10/19

Em agosto, o Brasil alcançou um marco importante na geração de energia solar fotovoltaica completando seu primeiro gigawatts (GW) de capacidade instalada para o sistema fotovoltaico de geração distribuída. Em sua grande maioria, essa geração é feita na implantação de telhados, fachadas e pequenos terrenos, comprovando os dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), que apontam um investimento maior vindo do pequeno consumidor – as residências englobam 36% e os comércios e serviços, 40%.

 

Um dos motivos associados a esse crescimento, segundo o presidente da Absolar, Rodrigo Lopes Sauaia, é a redução do custo de instalação das placas fotovoltaicas. “Há 50 anos, um único watt instalado custava US$76. Hoje isso custa menos de US$0,30”, aponta. Atualmente, o Brasil está na 11º posição mundial dos países que mais investiram em energia solar fotovoltaica no ano passado, alcançando 2,4 GW de capacidade instalada acumulada.

 

Crescimento ainda carece de investimento público

 

Mesmo com todo o investimento feito, o Brasil ainda tem condições de explorar ainda mais as vantagens e capacidade de geração de energia fotovoltaica. As estimativas apontam que até o fim de 2019 o país deve chegar a 3,023 GW de potência gerada por meio de módulos fotovoltaicos, porém isso representa apenas 1,2% de toda a matriz energética nacional.

 

Nos últimos fóruns e discussões feitas na Câmara dos Deputados, o assunto foi abordado com bastante ênfase e algumas medidas já foram tomadas, como a criação da Política Nacional de Energia Fotovoltaica.  Porém Sauaia ressalta que muito mais precisa ser feito pelo governo para que outros setores do mercado também comecem a investir e produzir sua própria energia. “A legislação nacional precisa trazer mais segurança jurídica para quem consome, investe ou produz energia solar no país, além de definir metas mais ambiciosas para a geração fotovoltaica brasileira”, completa.

 

Metas para os próximos anos

 

De acordo com apontamentos feitos pela Absolar, é importante definir metas mais ousadas para o melhor aproveitamento do que é produzido em energia fotovoltaica no Brasil. Uma das sugestões é que até 2030 haja uma incorporação de 30 GW de energia solar à matriz energética do país. Hoje, a previsão é de apenas 13 GW até 2027.

 

Caso haja os investimentos e ajustes na legislação que fomentem o setor, essa meta poderia gerar aproximadamente 300 mil empregos e atrair R$30 bilhões no período. A principal vantagem para este investimento diz respeito à sustentabilidade, visto que a matriz fotovoltaica não utiliza água, não produz gases do efeito estufa e não gera resíduos que causam algum tipo de impacto ambiental. É uma energia limpa e que pode ser explorada em abundância no país, já que temos uma incidência solar muito superior à de outros países.

 

Para alcançar bons resultados, no entanto, é importante que a execução da geração distribuída seja feita com cuidado. Só assim é possível garantir eficiência econômica para o consumir, pois é importante que desde a concepção do projeto sejam avaliados a viabilidade de instalação, a taxa de retorno para o cliente, instalação correta e até mesmo a aprovação da concessionária de energia para troca do medidor.

 

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