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Construções sustentáveis: um desafio para o futuro que deve ser pensado no presente

energia solar em dias nublados

Pode parecer algo saído de um filme de ficção científica, mas já existem casas produzidas em impressoras 3D levando em conta o uso de energia solar e preparadas para a captação da chuva e reuso da água.

Certamente, isso é algo muito positivo para o planeta, mas faz surgir algumas questões: como as próximas casas serão construídas ao redor do mundo? Quais os critérios mais importantes que devem ser atendidos na hora de pensar em sustentabilidade?

Essas são as mesmas perguntas que engenheiros e arquitetos se fazem no momento de desenvolver um novo projeto.

Afinal de contas, a sustentabilidade é um item cada vez mais presente na construção civil e práticas inovadoras adotadas por essa área em outros lugares do mundo podem servir de base para responder às duas questões anteriores.

 

Iniciativas sustentáveis

Em toda a Europa, vários países contam com sistema de coleta da água para reutilização. No Brasil, algumas cidades também contam com esse sistema, como São Paulo, onde existe o movimento Cisterna Já.

Esse movimento tem como objetivo promover a capacitação para captação e aproveitamento da água da chuva, ensinando como instalar cisternas e onde encontrar todos os equipamentos necessários.

Essa água da chuva é destinada para usos não potáveis e apresenta diversas vantagens. A principal delas é que o aproveitamento da água da chuva exige uma tecnologia viável e simples de ser aproveitada em edificações.

Este também é o caso da energia solar: o custo dos painéis solares tem caído cada vez mais e é relativamente fácil de aproveitar um sistema fotovoltaico em uma edificação.

Reflexo disso é que um número cada vez maior de pessoas está adotando essa fonte renovável. Tanto que o Brasil fechou o ano de 2018 com um recorde de produção de energia solar e neste ano a capacidade instalada no país já ultrapassa a da energia nuclear.

É importante destacar que aproveitar essas inciativas sustentáveis e inovadoras em uma casa exige, antes de tudo, planejamento.

Certamente uma casa já pronta pode instalar painéis solares no telhado ou investir em uma estrutura para a captação da água da chuva. Porém, ter essas infraestruturas presentes desde a etapa do projeto possui alguns benefícios que mais tarde não poderão ser aproveitados.

Por exemplo, contar com essas infraestruturas desde o projeto gera custos menores de implementação do sistema em contraposição com a instalação quando o imóvel já se encontra finalizado.

Também deve ser destacado o aspecto estético da construção. Uma residência planejada para ser sustentável apresenta um acabamento levando em conta a presença de determinadas estruturas, o que garante uma maior harmonização do conjunto da construção.

 

O futuro é agora

Na Califórnia, entrou em vigor uma política pública que prevê que até 2020 todas as novas residências deverão utilizar o sistema de energia fotovoltaica. A iniciativa estima que o gasto de energia será reduzido em até 50%, além da diminuição da emissão de gases do efeito estufa.

Mas não precisamos ir tão longe para notar a importância crescente da energia solar. Em 2018, o Brasil alcançou a expressiva marca de 500 megawatts (MW) de potência instalada em sistemas de micro e minigeração distribuída.

E a tendência é que caminhemos rumo à primazia da energia solar frente aos outros tipos de energia. De acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar (Absolar), a energia fotovoltaica deve ocupar o posto de primeira fonte no ranking da matriz energética do país em 2040, superando inclusive a hidroeletricidade.

Diante disso, quanto mais cedo começarmos a nos adaptar a essa realidade incontornável, mais bem preparados estaremos para os desafios do futuro.



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